quinta-feira, 31 de julho de 2014

Pedacinhos de um poema...



Fiz-me pura canção,
Tornei-me suave poema,
Abriguei a plena eternidade...

Embalei muitos sonhos,
Vaguei pelas noites.. olhos atentos...!
Tentei abraçar a felicidade...

Recolhi pedacinhos de carinho,
Por vezes, espalhados pelo chão,
Acenei, chamei-te...e escondi o amor na palma da mão...!

Na brevidade dos segundos, espalhei sorrisos,
Esqueci-me do pranto...nem era assim, tanto...!
Sentei-me na soleira da porta...afinal, viver é o que importa...!

Guardei um sentimento profundo,
E hoje escrevo, componho e...sonho...!
E daquilo que ficou na memória...imagino transformar o mundo...!

Levei comigo a lembrança,
Dei as mãos à esperança,
E derramei no papel,
Toda a vontade que sinto, de uma vez mais,
Contigo...tocar o céu...!




(...porque sempre será belo, será eterno e...único...! Seja de que forma for...)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Do lado de fora da Vida...





Saudade,
Fique do lado de fora da porta,
Não queria espreitar-me,
Não pretenda mais... enganar-me...!
Não entre, assim, como o vento frio, arrancando máscaras, expondo feridas...!

Saudade,
Fique distante da janela do quarto,
Não ouse enfrentar-me,
Não arrisque mais...assustar-me...!
Não remexa, assim, na gaveta dos sonhos, desfazendo esperanças, reatando laços...!

Saudade,
Fique bem longe da minha memória,
Não tente encarar-me,
Não simule mais...apavorar-me...!
Não toque, assim, no que nunca chegou a ser nosso, porque foi apenas...meu...!

Saudade,
Já assentei as pedras em meu caminho,
Eliminei as ervas todas daninhas, reconstruí ...o meu ninho...!
E seja qual for o caminho, que ao coração, for destinado,
Fique do lado de fora...da minha vida,
Pois para você, já acenei, essa triste e última ...despedida...!



(...porque há momentos em que a Vida precisa dizer Adeus...)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Das suas águas que deslizam no meu rio...



(...e aqui, nesses versos, só existe eu e você...!)


Deslize suas águas no leito do meu rio,
Percorra a nascente do meu corpo...retirando o meu frio...!
Encaixe sua boca linda no meu mar,
E não ouse parar...


Derrame a sua fúria em meu regaço,
Porque em suas mãos, no prazer... eu me desfaço...!
Conduza o seu desejo, neste doce movimento,
Nem tão apressado, nem assim tão lento...


Domine a fera, que fere os seus ombros,
Sinta o compasso, no enlaço... nesse meu abraço..!
Beba o mel que verte da minha ousadia,
E percorra, em lascívia, toda a minha anatomia...!


Não pare, nem sequer fale,
Apenas em ato, profundamente... se instale...!
Venha sorrateiro,
E conduza por fim, todo o meu arreio...!


Descanse seu corpo inerte...por sobre o meu,
Faça da minha alegria, o verbo teu,
Sorria ao meu lado, sinta-se inteiro amado,
E não vá embora, porque desta forma, sempre lhe quero,
Em qualquer lugar e...sem nenhuma demora...!




(...porque esse desejo insano, nunca terá fim...)

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Porque são eternas...porque são confissões...!



(...ousadia em escrever, bordar a folha de papel...encantar-me e... ser feliz...! )

Mãos que afagam que acariciam,
Que bordam sonoros verbos,
Tocam a alma daqueles que sonham,
E encantam...


Lábios que sussurram que invadem corpos,
Que saciam a vontade febril dos amantes,
Matam a sede dos muitos desejos ocultos,
E prometem...


Gestos que acarinham que suavizam,
Que professam amores intermináveis,
Acalentam o sonho insano dos irrequietos,
E acalmam...


Corpos que incendeiam que amam,
Que fundem-se dentro de uma promessa,
Unem-se no querer pleno,
E descansam...


Olhos que procuram que confessam
Que sorriem satisfeitos no momento final,
Fecham-se numa querência eterna,
E eternizam...


Momento mágico...!


O verso se fechando,
A boca se calando,
A tinta escrevendo,
E o coração...?
O coração, para ti, sempre poetizando...!




(...porque se é eterno...deveria ser para sempre...! )

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Do Encantamento e da Magia...


Só deixei que a poesia se fizesse canção,
Deslizando o sentimento pela ponta do lápis,
Inventando letra a letra uma nova emoção,
Adornando versos numa caixinha de surpresa... com laços azuis..!

Só permiti que a voz dos sons e das letras embalasse tanta ternura,
Abrigando em asas de borboleta a tua imagem pura,
E a menina linda, com a fita rosa nos cabelos,
Ansiando pelo sabor de tantos beijos...

Só fiz do nosso universo escondido,
Um amanhecer com sorriso colorido,
Desbravei teus doces encantos,
Secando com meiguice o teu pranto...

E nos dias que se vão, ainda tento compor uma nova história,
Renasço e refaço espaços dentro d’alma,
Planto sementes de uma eternidade... na memória...!
Regando o verde do jardim, em plenitude e glória...!

Vou tecendo pela escrita...amor por amor...!
Escrevendo pelos gestos.. sonhos por sonhos...!
Descobrindo que, das oportunidades que a vida soube me dar,
A melhor delas foi poder te encontrar e, na poesia revelada,
Sempre...sempre te encantar...!


(...porque toda poesia é magia, é amor...é encantamento...!) 


terça-feira, 22 de julho de 2014

Da certeza que a vida revela...


Existe sempre uma saudade, dentro da alma,
Que entra sorrateira pela fresta da minha janela,
Que conversa comigo e me faz companhia,
Tentando empurrar os meus dias...

Existe sempre o canto de um pássaro,
Que surge ao amanhecer, num doce lamento,
Que me mostra que lá vem mais um dia,
Mostrando uma vez mais que a madrugada se foi...

Existe sempre uma eterna lembrança, bailando no peito,
Que dói tão intensa, sussurrando de qualquer jeito,
Que se esconde por detrás de uma lágrima,
Avisando que tudo se foi com o tempo...

Existe sempre um frio incessante, corroendo a memória,
Que sopra feroz, invadindo meu corpo cansado,
Que congela meu quarto vazio,
Abrigando a noite que demora a passar...

Existe sempre uma inútil espera, afagando a tristeza,
Que me chama indolente, sem nenhuma certeza,
Que embala os meus sonhos tão desprovidos de cor,
Indicando de vez que perdi o seu amor...

Existe sempre uma palavra e um gesto,
Que percorre este meu pensamento,
Que compõe mais um verso,
Deixando vazio todo o meu universo...

Existe sempre somente eu,
Existe sempre de longe você,
E a vida revela, 
Na crueldade da certeza,
Que, infelizmente, não conjugamos mais o verbo NÓS...


(..porque foi você quem decidiu ir embora.. E eu? ...eu aceitei...)

domingo, 20 de julho de 2014

Do tempo, da saudade e do amor...



Talvez eu não saiba mais escrever um poema de amor,
Tentei alterar meu caminho, cantando tão doces lembranças,
Vesti-me de sonhos, plantei n’alma singela e delicada flor,
E lancei na jornada, uma estrada de esperança...

Talvez eu não saiba mais compor as palavras da vida,
Tentei afastar minha dor, olhando além deste horizonte,
Cobri-me de versos, arranquei do peito a constante ferida,
E do calor da ausência, fiz uma eterna e linda fonte...

Talvez eu não saiba mais revelar esta imensa saudade,
Tentei caminhar sem a sua presença, sabendo que não voltaria,
Teci-me de falsas ilusões, procurando somente a minha verdade,
E da despedida sem nexo, transformei a vida em poesia...

Talvez eu não saiba mais dizer o que é verdadeiro,
Tentei esquecer sua voz tão presente, iludindo a minha memória,
Refiz-me do outrora, colhendo imagens da nossa história,
E da paixão que perdura, deixo aqui,
Ainda que não saiba, 
Todo um amor derradeiro...

...Talvez eu não saiba mais nada, absolutamente mais nada...



(...porque talvez eu aprenda algum dia, a falar novamente de amor...)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Da sua travessia pelo meu corpo...




Perdi-me no espaço e tempo, percorri constelações...?
Na ousadia da distância, divaguei no movimento das canções,
Senti como magia, o seu rosto delicioso,
Dentro d’alma, sonhei com o seu beijo tão gostoso...

Viajei por terra e mar, pela memória tentando lhe encontrar,
Percorri seu corpo imaginado, na querência do meu deliciar,
Beijei-lhe a boca, satisfiz-me em seu sabor,
Na pele ainda quente, eu provei o seu desejo, com ardor...!

Encaixei a minha vontade na sua,
Bebi o vinho da sua incontrolada indecência,
Toquei a lua..Sim! Toquei a lua espalhada em seus braços,
Pelo caminho que lhe foi ofertado, recebi a sua essência...

Imaginei o seu olhar, meio carente e saudoso,
Sorvi cada gota de sua imensidão... fogoso...!
Entreguei-me aos seus caprichos e luxúrias,
E na loucura de querer em si enroscar-me , fui toda sua, por um dia...

Olhos fechados, deliciada, ao seu lado descansei,
Sorri pela sua respiração, já não mais descontrolada,
Fiquei calada... toda, extasiada...!
Lancei mão do papel e, para você, esses versos insanos, eu desenhei...



(...porque nem a distância, nem a ausência podem impedir de lhe encontrar...)

quarta-feira, 16 de julho de 2014

De um poema ofertado, nasce um sonho revelado...


Que ao coração nunca falte tempo, para renascer uma saudade,
E que o poema ofertado derrame sempre versos delicados,
Porque na distância de um sentimento perdido,
Há de persistirem muitos dias, em ternura e suavidade...

No pensamento nunca falte a inspiração, para viver um grande sonho,
E que o calor sentido num abraço, seja de uma eterna ventura,
Porque na ausência das palavras, ainda tenho gestos de brandura,
Para descansar linda e nua, apoiada em cantigas que para ti componho...

E na imensidão do céu estrelado, nunca falte a vontade de reviver a paixão,
Para que o sorriso que se esconde faceiro, apareça no canto da boca,
Porque na falta de um beijo teu, guardo os resquícios do teu coração,
Para desfilar todos os encantos, fazendo tua alegria nada pouca...

Que no horizonte da tua procura, nunca te falte o encantamento,
Para que no caminho de volta, não te castigue a dor,
Porque na ausência da tua meiguice, tens de presente o meu pensamento,
Para acompanhar a tua vinda, carregada de um imenso amor...

E que na recordação da nossa louca insanidade,
Nunca falte o toque das mãos febris, em fiel cumplicidade,
Porque muito mais do que o teu amor, que em meu peito persiste,
Está a tua doce lembrança, que o meu corpo saudoso ,
Ao teu encanto,
Nunca resiste...


(...porque nunca é tarde, para cantar a minha saudade...)

Deste meu pensamento teimoso...


Mas que ansiedade estranha é essa, que passeia em minh’alma,
Arriscando em falácias, uma distância que não consigo,
E ao escrever-te meus versos feridos, perco toda a calma,
E mais uma vez, à palavra, eu totalmente me entrego...

Por Deus! Que insanidade descabida é essa, que rasga meu peito,
Desfazendo as promessa de um adeus, verdade que agora nego,
E ao fechar meus olhos chorosos, nem sequer consigo dormir em paz e direito,
E, como num vício, pensando em teu rosto, novamente me vejo...?

Que tortura maldosa é essa, cujos dedos inquietos querem riscar o papel,
Escolhendo imagem por imagem, momento por momento,
E ao descrever as tuas vontades, parece que volto a tocar o céu,
E, movida pela lembrança, me faço inteira do teu alimento...?

Pelos céus! Que procura dolorida é essa, que me fere as entranhas,
Remexendo instante a instante, este meu triste pensamento,
E ao confessar essa minha saudade teimosa, o tempo indolente parece parar,
E num breve e enfraquecido momento,
Volto a chamar-te,
E penso em procurar-te....



(...porque ainda que em sonho, eu volto sempre a te querer...)


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Do último poema de amor...



Escrevo-te aqui, sem melancolia nem rancor,
O meu último poema de amor...

Desfolhado, pela espera sem sentido;
Apagado dos meus olhos,
Já sem o brilho da lembrança dum tempo perdido...

Escrevo-te aqui, sem saudade nem pudor,
Este meu último poema de amor...

Rejeitado num caminho sem dono
Como folha seca d\'outono, amarelada e ressequida.
Abandonado, à dor da constante ferida...

Escrevo-te aqui, sem tristeza ou dor,
Este meu último poema de amor...

Despido de qualquer lembrança;
Cicatrizado no meu peito,
Enterrada de qualquer jeito
Minha delongada esperança...

Escrevo-te aqui, sem razão nem fervor,
Este meu... último poema de amor.

Esquecido na gaveta da minha memória,
Cuja chave, sem hesitação, deitei fora.
Enclausurado em belas palavras d\'outrora,
Mas que, calado de vez, não refaz história.

Escrevo-te aqui,
Sem dor nem rancor,
Sem pudor nem ardor,
O meu derradeiro poema de amor...



(...porque a vida deu-nos a chance e o tempo a desperdiçou...)

sábado, 12 de julho de 2014

Porque de repente, eu te escrevi...



Por um momento, derramado em saudade... te recordei
No papel desenhei as  palavras dos meus versos  contidos,
Senti a  doce lembrança dum olhar distante e tão profundo,
Que apoiada no passado, tão presente, deixei-me ir...viajei!

Por um instante, abraçada à ausência,.. chamei-te
Com a voz calada da memória, sussurro  no teu ouvido uma loucura,
Ao sabor da tua boca, ainda quente, vivenciei a imensa ternura,
E presa, envolta em solidão ...imaginei-te!

Por um minuto, protegida na esperança... ah, como eu te amei,...!
Na imagem refletida no espelho, entreguei-me a ti em devaneios,
No suor vertido na minha pele e  num sonho tão confesso..toquei-te...
Assim, conformada por este amor,  só e  na ilusão dos teus lábios,  beijei-te

Por um segundo, dominada pela emoção, olhei a tua fotografia,
à tênue  luz do meu quarto, ao teu lado,  adormecer eu tentei,
Mas repentinamente....acordei!
Voei para longe e, mais uma vez, era eu que te escrevia...


(...porque eu te escrevi, eu te lembrei e também te imaginei...)

Onde eu poderia estar...




Onde eu poderia estar, senão no soprar do vento que me traz o seu intenso cheiro,
Senão na luz embriagada da lua, que sempre desenha o seu jeito,
Ou quem sabe no frio intenso da madrugada, que devolve-me o seu calor,
E meus lábios oferecidos , que lhe querem com tanto ardor...

Onde eu poderia estar, senão no abrigo do seu corpo que me consome por inteira,
Senão no toque mágico de suas mãos, que me seduzem em cada gesto,
Ou quem sabe em sua distante imaginação, ao recordar as levianas brincadeiras,
E meus desejos ardentes querendo lhe incendiar, num encaixe preciso e perfeito...

Onde eu poderia estar, senão no movimento febril da sua boca,
Senão no fechar de olhos em seu semblante, quando enfim é declarada tanta saudade,
Ou quem sabe no virar da próxima rua, onde você tenta me enxergar na insanidade,
E meus sentidos querendo lhe mostrar, que bem mais perto de si eu ainda posso estar...

Onde eu poderia estar, senão no seu inesquecível respirar,
Na aurora tão bela que me faz todos os dias intensamente lhe desejar,
Ou quem sabe, nessa sua vontade velada e escondida,
Que muito louca e sem juízo, ainda confessa que quer me possuir,
E ainda me amar...





(...porque o lugar onde eu deveria estar, só você vai me mostrar...)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

E assim, vou poetizando...


E assim vou compondo versos, tecendo ilusões,
Caminhando na trilha da vida, desfazendo laços,
Entendendo a ausência, transformado emoções,
Deixando escorrer a mágoa, criadora de imensos espaços...

E assim vou desfazendo tristezas, emoldurando lembranças,
Suportando a dor da ausência, criando novos rumos,
Percebendo os dias cinzentos, refazendo esperanças,
Desenhando antigas imagens, enxugando prantos...

E assim vou entendendo a despedida, imaginando antigos encontros,
Refazendo sonhos outrora belos, transportando muralhas,
Lutando em silêncio, reconhecendo que nada vem pronto,
Juntando palavras sem nexo, deixando que o vento mostre as falhas...

E assim vou escrevendo o que sinto, lembrando sempre daquela rosa formosa,
Ouvindo canções que o tempo não apaga, formando melodias,
Esquecendo aos poucos da dor encravada, suavizando os meus dias,
Plantando na alma doces momentos, reconhecendo a distância...

E assim vou me calando,
Inventando um novo amanhecer,
Sonhando acordada, porque isso tanto me faz bem,
E vivendo, vivendo a vida, do jeito que ela realmente deve ser...



(...porque de sonhos vou vivendo e com palavras ternas, ainda escrevendo...)

Porque pela noite, rabisquei estes versos...


As noites têm sido perdidas, todas sem sentido,
Mãos vazias que nada conseguem tocar,
Sentimento presente, apoiado no silêncio,
Corpo febril e a falta do teu jeito de amar...

As noites têm sido insones, todas tão frias,
Lágrimas de tristeza que só fazem rolar,
Vontade latente, agarrada em tantas lembranças,
Olhos fechados e a tua voz incrível a me chamar...

As noites têm sido longas, todas sem nexo,
Sussurros no quarto, que a ilusão insiste em clamar,
Desejo insano, que lateja na minha memória,
Lábios sedentos e o teu toque profundo a me saciar...

As noites têm sido inquietas, todas sem brilho,
Palavras distantes, que o tempo não quer apagar,
Saudade insistente, que faz morada em minh’alma,
Gritos abafados e uma vontade louca,
De poder, uma vez mais, estar em teus braços e ainda te amar...




( ...componho versos, teço ilusões, mas não consigo te esquecer...)

De uma espera, componho estes versos...




De um silêncio entristecido, tenho feito meu abrigo,
Usando das lembranças ainda tão vivas, minha proteção,
Observando-te de longe, em cada gesto e palavra,
Nunca negando as dores do meu coração...

De uma esperança inabalável, tenho feito meus sonhos,
Usando o calor dos teus eternos beijos, em minha constante solidão,
Seguindo-te em passos lentos, em cada dia que amanhece,
Sempre aceitando esta infinita e sincera paixão...

De uma certeza incontrolável, tenho feito este meu caminhar,
Revivendo a tua presença distante, como asas para a minha imaginação,
Mantendo-te segundo a segundo, cravado em meu peito,
Eternamente pousado nas estrelas, que rabiscam a minha emoção...

De uma espera em versos cantados, tenho andado pelas madrugadas  frias,
Reavivando esta chama ardente, que repousa sempre, em teu olhar,
Abrigando-te em meus carinhos, sempre teus, todos os dias,
Deixando gravado, mais que confessado, que num mágico lugar,
Sempre estarei,  de poema, em poema, a te esperar...




(...porque nem sempre, todas as palavras, traduzem tanto querer...)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Quem me dera, o teu e o meu sonhar...


Quem me dera,
Se numa breve quimera,
Eu pudesse aliviar esta espera que inunda o meu peito,
Divagar em pensamentos, revelar o quanto é profundo este meu sentimento,
E sentir-te aconchegado, dentro de um beijo meu...


Quem me dera,
Se numa breve quimera,
Eu pudesse ouvir esta tua voz tão deliciosamente marcante,
Vibrar em contentamento, ao registrar teus versos lindos e doces,
E desenhar-te a ferro e a fogo neste meu corpo alvo, que é somente teu...


Quem me dera,
Se numa breve quimera,
Eu pudesse sentir esta tua vontade tão expressa e desejada,
Sorrir em devaneios, imaginando a tua vinda inesperada,
E surpreender-te em fantasias, para enfim, juntos, tocarmos o céu...


Quem me dera,
Se numa breve quimera,
Eu pudesse tocar esta tua pele tão quente,
Que arranca com tanta força a minha respiração,
Embriagar-me em tuas surpresas, que alegram este meu coração,
E reter-te inteiro, dentro de mim, num abrigo eterno,
Para descansar docemente, em teu corpo firme,
Intensamente colado junto ao meu...



( ...porque a vida, às vezes, nos dá uma chance, uma única chance...)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ainda sobra-me tempo...





Ainda sobra-me tempo,
Para deixar que a poesia escorra por entre os dedos,
Ávidos, obcecados pelo formato que compõe cada letra escolhida,
Impacientes pela necessidade de não mais conter tantos segredos,
E num apelo, ainda grito...

Ainda sobra-me tempo,
Para tocar o sol e a lua com a palma da mão,
Estendida com suavidade, esperando o pouso da esperança,
Aquecida pela intensidade dos dias que talvez, ainda virão,
E num gesto, ainda aguardo...

Ainda sobra-me tempo,
Para soltar balões coloridos pela imensidão celeste,
Pintado de um azul tão claro, como devem ser os sonhos,
Adornado de uma nuvem de algodão, que de branco, inteira se veste,
E num sussurro, ainda clamo...

Ainda sobra-me tempo,
Para encontrar um sentido neste meu caminho que ficou desajustado,
Marcado por uma sensação profunda de solidão e vazio,
Desgastado pelo pensamento indolente e frágil, preso ao mágico passado...
E no silêncio, ainda observo...

Ainda sobra-me tempo,
Para utilizar todas estas minhas palavras, que queimam a minha insensatez,
Companheira que me estende a mão, enquanto o sono não vem,
Atrevida e matreira, a me relembrar todos os nossos dias, de uma só vez,
E no devaneio, ainda espero...

Ainda sobra-me tempo,
Para dizer-lhe que sinto saudade,
Para mostrar-lhe meu sorriso sincero,
Para entregar-lhe meus maiores sonhos,
E confessar calada, que você, ainda é quem eu tanto quero...




(...porque se não existissem as palavras, eu deixaria, para sempre, de sonhar...)