sábado, 20 de dezembro de 2014

Nunca nos dissemos "eu te amo"...!


Nunca nos dissemos “eu te amo”,
Porque o melhor que me satisfaz é sentir o teu olhar,
Saber que os teus sonhos vieram de encontro aos meus,
E que as tuas mãos tocaram as minhas...!

Nunca nos dissemos “eu te amo”,
Porque LINDO mesmo é o teu doce sorriso,
Que invade os meus espaços e transforma os meus dias,
É saber que as tuas palavras ficam registradas aqui dentro, dia após dia...!

Nunca nos dissemos “eu te amo”,
Porque o teu jeito manso e carinhoso nunca se vai de mim,
E essa é a melhor parte que sobrevive quando estamos longe,
É a lembrança da tua volta que ilumina os dias difíceis...!

Nunca nos dissemos “eu te amo”,
Porque o teu calor imenso, que penetra em meu corpo,
É tudo o que satisfaz a minha alma e o meu pensamento,
E a tua vida, um dia solitária, tornou a minha vida ÚNICA...!

Nunca nos dissemos “eu te amo”,
Mas essa perene certeza de que NÓS nos pertencemos,
É a magia que dança em meu ventre, que te espera e que te quer,
E eu sei que nenhuma palavra dita, um dia, poderá este amor descrever...!






(...porque as palavras o vento leva, mas os sentimentos, o tempo deixa...!)


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Porque para ti eu me confesso...!



Ainda posso sentir o contorno dos teus lábios noite adentro,
Tracejando sensações pelas curvas delicadas do meu corpo,
Como se o tempo leviano nada quisesse esconder,
E na brincadeira dos toques imprimisse a tua louca ousadia...!


Ainda posso reter entre meus dedos o teu rosto iluminado,
Registrando através do teu olhar momento a momento,
Absorvendo passo a passo essa nossa querência tão molhada,
E no desvario de nossas bocas todas as promessas incontroladas...!


Ainda me perco diante das fibras do teu corpo lascivo,
Que me alucina a cada momento de ternura ofertada,
E que teima pelo sabor de um beijo teu,
No instante em que entrelaças meus cabelos em tuas mãos...!


Ainda quero confessar aos teus ouvidos dessa minha insanidade,
Feito um réu condenado que se entrega ao seu próprio destino,
Para que saibas que o calor que exaure da tua pele,
É o melhor dos infernos no qual eu desejo sempre padecer...!




(...porque é na Minha entrega que a Tua se completa...!)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Espero-te...!




Espero-te...!
Ainda que pelas madrugadas insones,
Onde me perco em lembranças distantes,
Entre tantos sonhos e fantasias provocantes...!

Espero-te...!
Ainda que entre promessas falsas,
De um amor irreal sem qualquer esperança,
Fazendo de nossos corpos uma insinuante dança...!

Espero-te...!
Ainda que pelo pecado oculto de não me revelar,
Confessado num sussurro desvairado e inocente,
Na vontade louca de sentir-te todo insano... indecente...!

Espero-te...!
Pela demora de tuas mãos macias, em carícias,
Pelo tempo que ainda registra as poucas memórias da tua confissão,
E pela minha vida que sem ti tornou-se esta eterna maldição...!





 ( porque o Tempo não registra a hora dessa vontade que sinto em ter-te Agora...)

domingo, 16 de novembro de 2014

Do reencontro...!



E assim, despida da toda desilusão,
Com a vida ajustando o sentimento,
Deixei que o tempo se fizesse canção,
Libertei-me de tanto sofrimento...!

E assim, surpresa pela tua aparição,
Com a certeza de um olhar que há muito esperava,
Pousei minha vida nessa doce sensação,
Reencontrei-te como jamais imaginava...!

Posso agora em alegria colorida,
Trazer-te aqui, para dentro da minha vida,
Ouvindo o som da tua voz inesquecível,
Sentindo o toque da tua mão tão incrível...!

Tua essência tornou-se o meu destino,
O teu beijo, o meu desejo e o meu maior presente,
Nada mais em mim é desatino,
Somos a vida, somos o sonho não mais ausente...!

Reencontro-te agora em minh’alma tão leve,
Unindo o meu eterno querer à tua vontade,
Meu corpo inteiro teu, sorrindo como sempre esteve,
Para que as nossas vidas caminhem sempre pela eternidade...!



(...porque só o Tempo e a Espera conseguiram trazer-te em minha Vida...!)

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Versos descalços...!






(...São versos todos Meus, para que possas compor os Teus...!)


São versos descalços, estes que te escrevo,
Na derradeira tentativa de que possas compreender,
Que quando o teu calor se faz ausente,
Perco-me na vida de tanto ainda te querer...!


São versos descalços de qualquer pretensão,
Leves e soltos para que cheguem aos teus sentidos,
Imersos num sentimento comum chamado solidão,
Que abraço com ternura em meu peito dorido...!


São versos descalços por serem livres na memória,
Este lugar só meu em que posso manter-te vivo,
Tornando real a nossa linda história,
E este grande amor nunca mais cativo...!


São versos descalços, inocentes e puros,
Que teimam em correr desnorteados, ao encontro dos teus braços,
Aconchegando-me em teu peito quente e acolhedor,
Onde eu possa descansar e chamar-te de Meu Amor...!


(...porque a Tua Lembrança tornam os meus Versos Vivos...!)


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Da minha'alma Cativa...!





(...Existem sentimentos que jamais serão Esquecidos...!)


Esperei pela candura do teu abraço,
Adornado de calor e aconchego,
Deixando que o teu peito descansasse em meu regaço,
Declamando em teus ouvidos aquele poema doce...!

Teus olhos flamejantes de ternura,
Envolvidos no brilho dum amanhecer,
Pousou dentro dest'alma cativa,
Que fez moradia além do querer...!

Não afugento mais esta tua vontade de mel,
Que escorre num desejo puro e insano,
Apenas aguardo-te na nudez de meu corpo santo,
Mostrando-te em gemidos o sabor de atingir o nosso céu...!

Talvez ainda saibas deste amor que continua a ser amado,
Ou disfarces para não leres o que te fere o peito,
Ainda assim, perplexa pela tua ausência e ingratidão,
Declaro-te, pelos confins do mundo, este meu eterno e vivo sentimento...!




(...Porque o Tempo guarda Recordações que nunca Morrem...!)






quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Correndo atrás da Borboletas...!



Lembro-me com nitidez daquela menina de bochechas vermelhas, correndo pelo parque, indo atrás das borboletas...

Ela não olhava para o chão, sempre para o céu, navegando em suas ilusões, desenhando os sonhos com as cores mais bonitas que surgiam em sua mente...
Nada a impedia de procurar pelo milagre de um dia ensolarado, achando graça quando tropeçava e caía, passando as mãozinhas pela perna suja de lama...

Ela nunca percebeu (e na verdade não queria nem imaginar) que o tempo passaria e a que as primeiras tempestades começariam a cair pelo seu caminho...

Mas o tempo passou...

Porque ele passa para todos aqueles que sonham e para aqueles que não sonham também...a menina chorou e ao céu implorou  para que nunca entrasse no mundo dos “grandes”...e nada adiantou!

Hoje, em seu mundo novo, ela compreendeu que para aprender, às vezes, é preciso sofrer e, em alguns casos, até mesmo dizer “até breve”...

A menina grande, ainda continua olhando para o céu, mas agora, atenta ao chão, para que as quedas não abalem tanto o seu coração...


“Até breve” tornou-se o seu melhor presente, com a promessa de que dias melhores ainda virão e deixa gravado aqui, no papel, que as suas palavras serão eternas e que seu amor a poesia nunca voará para longe, como faziam as borboletas, que ela tanto perseguia...!