sábado, 12 de julho de 2014

Porque de repente, eu te escrevi...



Por um momento, derramado em saudade... te recordei
No papel desenhei as  palavras dos meus versos  contidos,
Senti a  doce lembrança dum olhar distante e tão profundo,
Que apoiada no passado, tão presente, deixei-me ir...viajei!

Por um instante, abraçada à ausência,.. chamei-te
Com a voz calada da memória, sussurro  no teu ouvido uma loucura,
Ao sabor da tua boca, ainda quente, vivenciei a imensa ternura,
E presa, envolta em solidão ...imaginei-te!

Por um minuto, protegida na esperança... ah, como eu te amei,...!
Na imagem refletida no espelho, entreguei-me a ti em devaneios,
No suor vertido na minha pele e  num sonho tão confesso..toquei-te...
Assim, conformada por este amor,  só e  na ilusão dos teus lábios,  beijei-te

Por um segundo, dominada pela emoção, olhei a tua fotografia,
à tênue  luz do meu quarto, ao teu lado,  adormecer eu tentei,
Mas repentinamente....acordei!
Voei para longe e, mais uma vez, era eu que te escrevia...


(...porque eu te escrevi, eu te lembrei e também te imaginei...)

Onde eu poderia estar...




Onde eu poderia estar, senão no soprar do vento que me traz o seu intenso cheiro,
Senão na luz embriagada da lua, que sempre desenha o seu jeito,
Ou quem sabe no frio intenso da madrugada, que devolve-me o seu calor,
E meus lábios oferecidos , que lhe querem com tanto ardor...

Onde eu poderia estar, senão no abrigo do seu corpo que me consome por inteira,
Senão no toque mágico de suas mãos, que me seduzem em cada gesto,
Ou quem sabe em sua distante imaginação, ao recordar as levianas brincadeiras,
E meus desejos ardentes querendo lhe incendiar, num encaixe preciso e perfeito...

Onde eu poderia estar, senão no movimento febril da sua boca,
Senão no fechar de olhos em seu semblante, quando enfim é declarada tanta saudade,
Ou quem sabe no virar da próxima rua, onde você tenta me enxergar na insanidade,
E meus sentidos querendo lhe mostrar, que bem mais perto de si eu ainda posso estar...

Onde eu poderia estar, senão no seu inesquecível respirar,
Na aurora tão bela que me faz todos os dias intensamente lhe desejar,
Ou quem sabe, nessa sua vontade velada e escondida,
Que muito louca e sem juízo, ainda confessa que quer me possuir,
E ainda me amar...





(...porque o lugar onde eu deveria estar, só você vai me mostrar...)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

E assim, vou poetizando...


E assim vou compondo versos, tecendo ilusões,
Caminhando na trilha da vida, desfazendo laços,
Entendendo a ausência, transformado emoções,
Deixando escorrer a mágoa, criadora de imensos espaços...

E assim vou desfazendo tristezas, emoldurando lembranças,
Suportando a dor da ausência, criando novos rumos,
Percebendo os dias cinzentos, refazendo esperanças,
Desenhando antigas imagens, enxugando prantos...

E assim vou entendendo a despedida, imaginando antigos encontros,
Refazendo sonhos outrora belos, transportando muralhas,
Lutando em silêncio, reconhecendo que nada vem pronto,
Juntando palavras sem nexo, deixando que o vento mostre as falhas...

E assim vou escrevendo o que sinto, lembrando sempre daquela rosa formosa,
Ouvindo canções que o tempo não apaga, formando melodias,
Esquecendo aos poucos da dor encravada, suavizando os meus dias,
Plantando na alma doces momentos, reconhecendo a distância...

E assim vou me calando,
Inventando um novo amanhecer,
Sonhando acordada, porque isso tanto me faz bem,
E vivendo, vivendo a vida, do jeito que ela realmente deve ser...



(...porque de sonhos vou vivendo e com palavras ternas, ainda escrevendo...)

Porque pela noite, rabisquei estes versos...


As noites têm sido perdidas, todas sem sentido,
Mãos vazias que nada conseguem tocar,
Sentimento presente, apoiado no silêncio,
Corpo febril e a falta do teu jeito de amar...

As noites têm sido insones, todas tão frias,
Lágrimas de tristeza que só fazem rolar,
Vontade latente, agarrada em tantas lembranças,
Olhos fechados e a tua voz incrível a me chamar...

As noites têm sido longas, todas sem nexo,
Sussurros no quarto, que a ilusão insiste em clamar,
Desejo insano, que lateja na minha memória,
Lábios sedentos e o teu toque profundo a me saciar...

As noites têm sido inquietas, todas sem brilho,
Palavras distantes, que o tempo não quer apagar,
Saudade insistente, que faz morada em minh’alma,
Gritos abafados e uma vontade louca,
De poder, uma vez mais, estar em teus braços e ainda te amar...




( ...componho versos, teço ilusões, mas não consigo te esquecer...)

De uma espera, componho estes versos...




De um silêncio entristecido, tenho feito meu abrigo,
Usando das lembranças ainda tão vivas, minha proteção,
Observando-te de longe, em cada gesto e palavra,
Nunca negando as dores do meu coração...

De uma esperança inabalável, tenho feito meus sonhos,
Usando o calor dos teus eternos beijos, em minha constante solidão,
Seguindo-te em passos lentos, em cada dia que amanhece,
Sempre aceitando esta infinita e sincera paixão...

De uma certeza incontrolável, tenho feito este meu caminhar,
Revivendo a tua presença distante, como asas para a minha imaginação,
Mantendo-te segundo a segundo, cravado em meu peito,
Eternamente pousado nas estrelas, que rabiscam a minha emoção...

De uma espera em versos cantados, tenho andado pelas madrugadas  frias,
Reavivando esta chama ardente, que repousa sempre, em teu olhar,
Abrigando-te em meus carinhos, sempre teus, todos os dias,
Deixando gravado, mais que confessado, que num mágico lugar,
Sempre estarei,  de poema, em poema, a te esperar...




(...porque nem sempre, todas as palavras, traduzem tanto querer...)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Quem me dera, o teu e o meu sonhar...


Quem me dera,
Se numa breve quimera,
Eu pudesse aliviar esta espera que inunda o meu peito,
Divagar em pensamentos, revelar o quanto é profundo este meu sentimento,
E sentir-te aconchegado, dentro de um beijo meu...


Quem me dera,
Se numa breve quimera,
Eu pudesse ouvir esta tua voz tão deliciosamente marcante,
Vibrar em contentamento, ao registrar teus versos lindos e doces,
E desenhar-te a ferro e a fogo neste meu corpo alvo, que é somente teu...


Quem me dera,
Se numa breve quimera,
Eu pudesse sentir esta tua vontade tão expressa e desejada,
Sorrir em devaneios, imaginando a tua vinda inesperada,
E surpreender-te em fantasias, para enfim, juntos, tocarmos o céu...


Quem me dera,
Se numa breve quimera,
Eu pudesse tocar esta tua pele tão quente,
Que arranca com tanta força a minha respiração,
Embriagar-me em tuas surpresas, que alegram este meu coração,
E reter-te inteiro, dentro de mim, num abrigo eterno,
Para descansar docemente, em teu corpo firme,
Intensamente colado junto ao meu...



( ...porque a vida, às vezes, nos dá uma chance, uma única chance...)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ainda sobra-me tempo...





Ainda sobra-me tempo,
Para deixar que a poesia escorra por entre os dedos,
Ávidos, obcecados pelo formato que compõe cada letra escolhida,
Impacientes pela necessidade de não mais conter tantos segredos,
E num apelo, ainda grito...

Ainda sobra-me tempo,
Para tocar o sol e a lua com a palma da mão,
Estendida com suavidade, esperando o pouso da esperança,
Aquecida pela intensidade dos dias que talvez, ainda virão,
E num gesto, ainda aguardo...

Ainda sobra-me tempo,
Para soltar balões coloridos pela imensidão celeste,
Pintado de um azul tão claro, como devem ser os sonhos,
Adornado de uma nuvem de algodão, que de branco, inteira se veste,
E num sussurro, ainda clamo...

Ainda sobra-me tempo,
Para encontrar um sentido neste meu caminho que ficou desajustado,
Marcado por uma sensação profunda de solidão e vazio,
Desgastado pelo pensamento indolente e frágil, preso ao mágico passado...
E no silêncio, ainda observo...

Ainda sobra-me tempo,
Para utilizar todas estas minhas palavras, que queimam a minha insensatez,
Companheira que me estende a mão, enquanto o sono não vem,
Atrevida e matreira, a me relembrar todos os nossos dias, de uma só vez,
E no devaneio, ainda espero...

Ainda sobra-me tempo,
Para dizer-lhe que sinto saudade,
Para mostrar-lhe meu sorriso sincero,
Para entregar-lhe meus maiores sonhos,
E confessar calada, que você, ainda é quem eu tanto quero...




(...porque se não existissem as palavras, eu deixaria, para sempre, de sonhar...)